sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Nossas Batalhas
Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda lei que meu servo Moisés te ordenou... então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido (Josué 1. 7-8).

Deus prometeu ao povo de Israel que eles iriam tomar posse da terra, subjugando seus inimigos, se seguissem os mandamentos de Deus em tudo. E hoje o crente também tem promessas espirituais que só serão realizadas se, como redimido, ele seguir seu Redentor em todas as coisas.
Contudo, em contraste como o povo terreno de Deus, os cristãos não tem promessas de prosperidade e sucessos mundanos. Deus pode abençoar uma pessoa com saúde, e outra com abundância financeira, mas Ele não nos prometeu essas coisas expressamente, como fez a Israel. Podemos agradecer por ambas, mas elas não são componentes da redenção que nos foi concedida.
Nossas promessas são maiores e mais abrangentes: são espirituais, assim como nossa vitória também é espiritual. Com a ajuda do Senhor venceremos todos os ataques e batalhas. Porém, este é um assunto que requer a maior atenção. Satanás é implacável e tem desviado a muitos. Ele se utiliza justamente das promessas de riquezas e saúde para seduzir os filhos de Deus. Usou essa mesma tentação com o Senhor Jesus, mas Este, por estar cheio da Palavra de Deus, não caiu na armadilha.
"Esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei", ou em outras palavras, "a palavra de Cristo habite em vós abundantemente" (Colossences 3:16).
Em Cristo,
André Gonçalves.
Bibliografia:
Boa Semente, Devocionário de Evangelização e Inspiração Cristã 2013 - Depósito de Literatura Cristã.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O Deserto e a Bíblia [parte II]
O deserto é um símbolo teológico para luta e privação. Para sofrimento e perda. Vulnerabilidade e desamparo. Deslocamento e confusão. Mas também é o local espiritual onde o renovo acontece e o homem, em meio à crise, descobre algo sobre Deus, que antes não conhecia.
Quando Israel completou quarenta anos no deserto, Moisés guiou o povo a um planalto que, na atualidade, é o oste do Jordão. Podiam ver através do vale do Jordão a boa promessa da terra que Deus lhes concedera. Porém Ele não os levaria a possuí-la ainda. Ao invés disso, interpretou o significado da experiência no deserto que haviam acabado de completar. Deuteronômio é a recitação da lei uma vez dada no Sinai, agora reforçada e aplicada a outras áreas, antes de sua entrada na Terra Santa. Neste livro, nos capítulos 6-10, Moisés interpreta as funções da experiências no deserto e relembra Israel de muitas coisas: o comprometimento sagrado à aliança, feito do Sinai, sua promessa de permanecer puros e sem contaminar-se com a cultura cananita, o ideal de construir uma nação de justiça e bondade. E então pede-lhes que jamais esqueçam o significado do deserto:
E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo que sai da boca do SENHOR viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Confessa, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR, teu Deus (Dt 8. 2-5).
As experiências no deserto também podem tornar-se oportunidades marcantes de renovo e fé, ou virar motivo de amargura e raiva. Resumindo, quando no deserto de nossa própria desolação, devemos escolher como reagir. Muitos israelitas jamais chegaram à Terra Santa, mas ao invés disso, morreram no deserto. A história do deserto é pontuada por homens e mulheres que demonstraram raiva e ressentimento por acharem que Moisés e seu Deus não estavam fazendo um bom trabalho ao conduzir as coisas.
Outros estavam dispostos a permanecer em silêncio e aprender. Quando Jesus esteve no deserto por quarenta dias, Satanás tentou-o de diversas formas a driblar as dificuldades. Em cada caso, Jesus respondeu recitando trechos de Deuteronômio 6-10, o manual de Israel para a vida no deserto.
O deserto, então, é uma oportunidade para ouvir coisas que jamais ouvimos, para descobrir o que repousa no centro de nossa alma. Isso não é divertido nem fácil. Mas estranhamente Deus se agrada em falar no deserto. Na esterilidade e austeridade, no silêncio provocado pela privação, Deus é ouvido. Isso foi precisamente o que aconteceu a Elias (I Reis 19). No deserto de seu desespero, quando finalmente senta-se ao pé de uma árvore e desiste, um anjo lhe fala e o alimenta. Após quarenta dias de mais viagem, esconde-se numa caverna no monte Sinai, e repentinamente ouve Deus: "Que fazes aqui, Elias?". E a partir deste momento, uma nova conversa se inicia.
A Bíblia apresenta inúmeros casos de homens e mulheres fugindo para o deserto. É uma misericórdia severa, no entanto é misericórdia. A experiência no deserto é onde descobrimos algo a respeito de nós mesmos - e Deus vê o que é verdadeiro em nosso coração. É aqui que sua simples provisão de água, maná e cordonizes repentinamente é vista por sua beleza e maravilha. E é aqui que podemos escutar a voz de forma jamais ouvida.
Em Cristo,
André Gonçalves.
Burge, Gary M. - A Bíblia e a Terra - CPAD, pág. 46,47,48.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Reflexões sobre a vida.
Ec. 7. 1,2
"Melhor é a boa fama do que o melhor unguento, e o dia da morte, do que o dia do nascimento de alguém.
Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração."
Salomão declara que boa fama é melhor que o unguento precioso. Nesse caso, boa fama significa o bom caráter, e unguento se refere a tudo o que é caro e fragrante. Em outras palavras, nem mesmo o perfume mais caro se iguala ao valor de uma vida honrosa.
O dia da morte é melhor que o dia do nascimento. Salomão expressa esta reflexão sob a seguinte ótica: O dia do nascimento traz alegria para a família, amigos e vizinhos, mas a preocupação de Salomão é se este infante quando crescer terá a oportunidade do conhecimento da verdade. Trazendo esta passagem aos nossos dias, quantas crianças nascem sem a esperança de ter na vida futura a oportunidade de conhecer o evangelho, o dia da morte para elas será de desespero. Porém para o salvo o dia da morte é um dia de vitória, é a oportunidade dele se encontrar com aquEle que o salvou. A morte para o salvo já não causa espanto (Hb 2.14-15/ Ap 1.18) porque estamos nAquele que venceu a morte. Mas para o ímpio é momento de desespero porque ele não irá ao encontro de Jesus.
Salomão declara que ir a um funeral é melhor do que ir a um banquete. A morte é o fim de todos os homens, de modo que, quando a encaramos face a face, somos obrigados a parar e refletir sobre nosso destino final.
Então, caro leitor (a), reflita um pouco, será que estás dando mais valor para o que é temporal do que para as coisas eternas? Pense nisto!
Em Cristo,
André Gonçalves.
Bibliografia:
MacDonald - William - Comentário Popular AT, pág. 606
Assinar:
Postagens (Atom)