sexta-feira, 28 de março de 2014

A Historicidade do Novo Testamento.

Poucos estudiosos negam a historicidade completa do Novo Testamento. A razão por que o número de historiadores e estudiosos bíblicos que negam a historicidade do Novo Testamento é tão pequeno que ficará clara à medida que analisarmos o volume de evidências a seu favor.

A historicidade do Novo Testamento é basicamente a historicidade dos Evangelhos, do livro de Atos, e das primeiras epístolas de Paulo, já que os documentos escritos depois do final de Atos não são decisivos na demonstração da vida, morte e ressurreição de Cristo, que estão no coração da questão a respeito da historicidade do Novo Testamento.

A maior parte da crítica negativa é pré-arqueológica, baseada em pressuposições filosóficas não comprovadas e que foram posteriormente tornadas obsoletas pela Arqueologia. Como com o Antigo Testamento, o argumento positivo a favor da confiabilidade histórica dos manuscritos do Novo Testamento está baseada em dois pontos principais: a confiabilidade dos manuscritos do Novo Testamento e a confiabilidade das testemunhas do Novo Testamento.

Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
Geisler – Norman – Teologia Sistemática, CPAD – pág.427

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A Mensagem do Reino [Parte 2]

"E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus.
Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus." Mat. 3. 1-2; 4.17

O primeiro chamado do Reino refere-se ao arrependimento. As implicações do arrependimento bíblico são três:

1) Renúncia e reversão;
2) Submissão e capacidade de ensinar;
3) Maleabilidade contínua.

Não existe nascimento para o Reino sem escutar o chamado à salvação, renunciando-se aos pecados e voltando-se do pecado a Cristo, o Salvador (At.3.19)

Não há crescimento do Reino sem obediência aos mandamentos de Jesus e uma receptividade infantil como discípulo de Jesus, entregando-se ao ensinamento da Palavra de Deus (Tg. 1. 21-25).

Não existe aumento perpétuo de frutos como cidadão do Reino sem disposição para aceitar a correção e orientação do Espírito Santo (Ef. 4.30).


Em Cristo,
André Gonçalves.



Bibliografia:
Hayford - Jack W. - Bíblia de Estudo Plenitude, pág. 950

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A Mensagem do Reino [parte 1]

E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. Mc. 1. 14-15

Os evangelhos sinóticos e Atos fazem pelo menos 20 referências diretas à pregação do evangelho do Reino, desde João Batista (Mt. 3. 1-2), passando por todo o ministério de Jesus (Mc. 1. 14-15), pelo ministério dos discípulos durante o ministério de Jesus (Lc. 9. 1-2), e em Atos. Jesus profetizou que essa mesma mensagem deveria ser levada aos confins do mundo (Mt. 24.14), comissionando seus discípulos a fazê-lo e prometendo o poder do Espírito Santo para essa obra (Mc. 15. 15-18/ At. 1. 3-8).

Está claro que a igreja antiga proclamava a mesma mensagem que Jesus pregava, isto é, "o evangelho do Reino de Deus" (At. 8.12; 19.8; 20.25; 28.23, 30-31). Eles também passavam pelas mesmas evidências comprovantes presentes em seu ministério.

Há somente um evangelho: Jesus o pregou, transmitiu a seus discípulos e comissionou-o à sua igreja. Paulo preveniu contra jamais receber qualquer outro evangelho. "Qualquer outro" pode ser tanto uma mensagem completamente errada ou um argumento para uma mensagem diluída e desprovida de poder, embora nominalmente cristã. Jd. 3 sempre nos impele a batalhar pelo original, "a fé que uma vez foi dada aos santos".


Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
Hayford - Jack W. - Bíblia de Estudo Plenitude, pág. 995

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Recomendo! [Indicação literária]




"Teologia Arminiana: Mitos e Realidades" é um livro envolvente que permite a entrada do leitor na compreensão dos sistemas teológicos de cunho arminiano e calvinista. Escrito por um erudito e arminiano militante, Roger Olson tem como objetivo resgatar o arminianismo clássico e desmistificar certas caricaturas que foram construídas ao longo do tempo. A Teologia Arminiana sempre foi encarada por muitos reformados calvinistas como uma teologia herética, centrada na antropologia e assim considerada semipelagiana. Diante destas acusações, Olson levanta a voz denunciando tais injustiças e propagando que determinados conceitos foram mal compreendidos ou usados de maneira pejorativa e leviana. Partindo dos cinco pontos do calvinismo, a TULIP, Olson apresenta as objeções de Jacó Armínio com clareza e leva o leitor a se posicionar perante conceitos fundamentais da teologia cristã. Soberania, Predestinação, Livre-Arbítrio, Soteriologia e o Caráter de Deus são conceitos intrigantes, que nos movem a ler esta obra de suma importância para o desenvolvimento teológico.

Linck da editora:
https://ssl5921.websiteseguro.com/editorareflexao1/Site.aspx/Produto/356-TEOLOGIA-ARMINIANA-MITOS-E-REALIDADES?store=1




Em Cristo,
André Gonçalves.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Esperança... [parte 3]

Salmos 90

Sl. 90. 11-12. O homem de Deus se maravilha com o pode da ira divina e se pergunta: Quem pode temer ao Senhor de modo adequado diante da imensidão da cólera do Senhor? Uma coisa é certa: a ira de Deus deveria nos levar a valorizar todos os dias de nossa vida e a gastar cada momento em obediência ao Senhor, de tal forma que esse viver piedoso tenha valor para toda a eternidade.

Sl. 90. 13-14. Moisés implora ao Senhor que volte e demonstre compaixão pelo seu povo. Porventura o Senhor ficaria irado para sempre? Porque não demonstrava compaixão, para que pudesse viver o restante de seus dias com um pouco de tranquilidade e alegria?

Sl. 90. 15-16. Moisés pede "equivalência de tempo", isto é, que o Senhor concedesse tantos anos de alegria a Israel quantos os anos de aflição e adversidade que enfrentaram. O povo já conhecia o poder do julgamento de Deus, agora, porém, desejava conhecer a outra face do poder do Senhor, a saber, suas obras de misericórdia.

Sl. 90. 17. Ao final, o salmista pede que o Senhor favoreça seu povo terreno e o faça prosperar em todos os seus esforços: "sim, confirma a obra das nossas mãos".
O salmo 90 tem sido considerado, tradicionalmente, a leitura preferida nos funerais cristãos, e com razão pois chama atenção para a brevidade da vida e para a necessidade de aproveitarmos o tempo e as oportunidades. Entretanto, o salmo não apresenta o mesmo nível de consolo e confiança que o NT, no qual Cristo trouxe "vida e imortalidade por meio do evangelho". Hoje sabemos que a morte é lucro, pois deixaremos este corpo para viver com Jesus. A perspectiva sombria desse salmo deve, portanto, ser substituída pela alegria e esperança de vitória em Cristo, pois a morte perdeu o poder de triunfar. O cristão contemporâneo pode cantar:

A morte foi vencida! Cantem com júbilo, todos os fiéis.
Onde está tua vitória, ó sepultura cheia de vanglória?
Jesus vive! Teus portais não mais se alegram,
Jesus vive, forte e poderoso para salvar.
                                                                      Fanny J. Crosby



Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
McDonald - Willian. Comentário Bíblico Popular AT, pág. 464.
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