sábado, 24 de dezembro de 2011

A promessa...

Gn. 3.15 “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente, esta te ferirá a cabaça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
            Logo após a queda do homem através do pecado, vemos a primeira promessa Messiânica. Deus promete que da semente da mulher virá o Redentor.

Dt. 18. 18 “Eis que suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que lhe ordenar.”
            Para os judeus nenhum profeta era maior do que Moisés, pois através dele Deus havia lhes dado a lei. Mas também sabiam que Deus lhes enviaria outro profeta. Moisés transmitiu o antigo conserto, Jesus trouxe-nos o novo conserto. “Porque a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” Jo 1.17

Is. 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre seus ombros, e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."
            Este texto poético revela os mais belos atributos do Messias:
            Maravilhoso Conselheiro – Ele é a Palavra viva, a fonte infalível de orientação, a sabedoria inesgotável, a Verdade e o Caminho;
            Deus Forte – O Todo-poderoso, O Senhor é o Herói do seu povo, que triunfou sobre o pecado e a morte.
            Pai da Eternidade – revela sua onipresença e onipotência;
            Príncipe da Paz – Jesus é o único meio/caminho de se encontrar paz.

Is. 7.14 “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.”
            Embora alguns céticos duvidam do nascimento virginal do messias, pois a palavra hebraica (‘almãh) usada no texto de Isaias pode se referir tanto para mulher virgem como para mulher jovem. Porém o cumprimento desta profecia é indiscutível, pois Mateus e Lucas fazem uso da palavra grega parthenos, a qual definitivamente significa virgem. Mt 1.23/ Lc 1.27

Mq. 5.2 “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
            Belém significa “Casa do Pão”, e na “Casa do Pão” o Pão da Vida nasceu. “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim não terá fome.” Jo 6.35 ver também Jo 6.48

Zc. 9.9 “Alegra-te muito, ó filha de Sião, exulta, ó filha de Jerusalém, eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.”
            Enquanto os judeus esperavam um rei conquistador para livrá-los do domínio romano, vemos um Rabi humilde montado em um jumentinho. Mt 21. 1-11 / Mc 11.1-1 / Lc 19.28-4 / Jo 12.12-19

            Podemos ver através da Palavra de Deus as muitas profecias do AT nos revelam que o Messias viria. No NT vemos seu cumprimento (Mt 1.18-25/ Lc 2.1-7), e graças a infinita misericórdia de Deus (Lm 3.22) ele nos enviou seu Filho amado para salvar o que se havia perdido (Mt 18.11).

            Neste Natal não façamos como a humanidade consumidora que se preocupa com presentes, festa, luminosidade, e esquece-se do verdadeiro homenageado: JESUS.


Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
Plenitude – Bíblia de Estudo – SBB.
Palavras-Chave – Bíblia de Estudo – CPAD.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O cativeiro Israelita no Egito revelado a Abrão.

Gênesis 15. 12-16

Povo Israelita cativo no Egito
         Talvez naquele dia Abrão não compreendesse o significado daquela visão, ele nem havia suscitado descentes e desta forma ficava distante de seu entendimento o que ele acabara de saber.

         O Senhor é poderoso em cumprir sua palavra (Jr. 1.12), e neste caso ele revela a Abrão tanto o cativeiro como a libertação. A mensagem é tão detalhada que Deus fornece informação que em êxodo podemos conferir, tais como ele relata no v.13 “...Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-lo-á e afligi-la-ão quatrocentos anos”. Numa primeira análise da ultima parte deste versículo parece estar em contradição ao que nos relata o texto bíblico em Êx. 12. 40-41, porém nos tempos patriarcais a vida de um patriarca era estimada em 100 anos. Quatro gerações são a base para o referido versículo.

         O Senhor também dá detalhes da saída vitoriosa do Egito, v. 14 “Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” O cumprimento deste texto vemos em Êx. Cps. 4 – 14.

         O que Faraó não sabia é que Deus já havia predito sua ruína, e neste caso tudo o que ele tentasse fazer contra o povo israelita não iria prosperar. Deus é fiel em guardar os seus, embora passamos por grandes provações o Senhor está a nos conduzir a uma terra prometida.


Em Cristo,
André Gonçalves.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Igreja Batista de Bagé - 72 Anos

"Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus." Atos 20.27

Rev. Gideão Muniz

Cantor Vitorino Silva



Cantor Vitorino Silva louvando ao Senhor, acompanhado da Orquestra Filarmônica Batista - OFIBA







Almoço no Sítio da Igreja Batista.
Sítio Genezaré

Prédio Central

Acesso Principal











Tabernáculo - Local de Vigílias.
Sítio Genezaré.
Acesso ao Tabernáculo

Entrada do Tabernáculo






Em Cristo,
André Gonçalves

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

31 de outubro – 494º Aniversario da Reforma Protestante.

No cárcere, sentenciado pelo papa a ser queimado vivo João Huss disse: “Podem matar o ganso [em alemão, sua língua natal, huss é ganso], mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar”.

            Enquanto caía a neve e o vento frio uivava como fera em redor da casa, nascia esse “cisne” em Eisleben, Alemanha. No dia seguinte, o recém-nascido era batizado na igreja de São Pedro e São Paulo. Como era dia de São Martinho, recebeu o nome de Martinho Lutero.

            Cento e dois anos depois de João Huss expirar na fogueira, o “cisne” afixou, na porta da igreja em Wittenberg, as suas noventa e cinco teses contra as indulgências, ato que gerou a Grande Reforma.

            Wyclif, “a estrela da alva da Reforma”, traduzira a Bíblia para a língua inglesa. João Huss, discípulo de Wyclif, morrera na fogueira, na Boêmia, suplicando ao Senhor que perdoasse os seus perseguidores. Jerônimo de Praga, companheiro de Huss e também erudito, sofrera o mesmo suplício, cantando hinos, nas chamas, até o último suspiro. João Wessália, notável pregador de Erfurt, fora preso por ensinar que a salvação é pela graça, seu frágil corpo fora metido entre ferros, onde morreu quatro anos antes do nascimento de Lutero. Na Itália, quinze anos depois de Lutero nascer, Savonarola, homem dedicado a Deus e fiel pregador da Palavra, foi enforcado e seu corpo reduzido a cinzas, por ordem da igreja romana. Em tempos assim, nasceu Martinho Lutero.

            Aos 18 anos, Martinho ansiava estudar numa universidade. Seu pai, reconhecendo a idoneidade do filho, enviou-o a Eufurt, o centro intelectual do país, onde cursavam mais de mil estudantes. O moço estudou com tanto afinco que, no fim do terceiro semestre, obteve o grau de bacharel em filosofia. Com a idade de 21 anos, alcançou o segundo grau acadêmico e o de doutor em filosofia. Os estudantes, professores e autoridades prestaram-lhe significativa homenagem.

            Mas a alma de Lutero suspirava por Deus, acima de todas as coisas. Vários acontecimentos influenciaram-no a entrar para a vida monástica, passo que entristeceu profundamente seu pai e horrorizou seus companheiros de universidade.

            Primeiro, achou na biblioteca o maravilhoso Livro dos livros, a Bíblia completa, em latim. Até aquela ocasião, supunha que as pequenas porções escolhidas pela igreja para serem lidas aos domingos constituíssem o todo da Palavra de Deus. Depois de uma longa leitura, exclamou: ‘Oh! Se a Providência me desse um livro como este, só para mim!” Continuando a ler as Escrituras, seu coração começou a perceber a luz, e sua alma a sentir ainda mais sede de Deus.

            Para Lutero, a salvação da sua alma ultrapassava qualquer outro anelo.

            Em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou, à porta da Igreja do Castelo, em Wittenberg, as suas 95 teses, cujo teor resume-se em que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado, e não a penitência. Lutero as afixou para um debate público, na porta de igreja, como era costume nesse tempo. Mas as proposições, escritas em latim, foram logo traduzidas para o alemão, holandês e espanhol. Antes de decorrido um mês, para surpresa de Lutero, já estavam na Itália, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício de Roma. Foi do ato de pregar em lugar público as 95 teses que nasceu a Reforma, isto é, que tomou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Palavra de Deus.

            494 anos se passaram, e hoje fica a pergunta: Há necessidade de uma nova Reforma Protestante? Acredito que hoje há sim a necessidade de uma nova reforma, mas esta deve partir de dentro do coração de cada um que se diz cristão. É hora de rever conceitos, voltar ao simples, novo e antigo Evangelho da cruz.


Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
Boyer, Orlando – Heróis da Fé – CPAD.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aprendi a amar...

    Certa vez alguém me disse que aprendemos amar através da convivência, e é verdade. Vou falar da vida cristã, onde por mais incrível que isto pareça, em nosso meio (cristão) está se perdendo esta essência.

    Quando era bem pequeno fui instruído a temer a Deus. Lembro-me que a noite antes de dormir, dobrava meus joelhos a beira da cama e repetia as palavras que minha mãe dirigia na oração. Fui instruído a agradecer pelo alimento e providência divina. Ainda quando criança fui aluno assíduo da Escola Bíblica Dominical.

    Este é um legado que carrego comigo como um particular tesouro. Sou grato a Deus pela educação cristã que tive ainda quando menino. Dt. 6. 6-7 / Pv. 22.6

    Sempre me recordo das pessoas que no passado me ajudaram muito a não sair dos caminhos do Senhor. Pessoas que se preocuparam comigo, me ajudaram na oração e me aconselharam.

    Agora já bem crescido, sigo nos caminhos do Senhor (Sl 85. 13), e com o passar dos anos vamos nos aproximando cada vez de nosso Deus, conhecendo-o através de sua Palavra, a qual aprendi a amar. Foi e é nela que tenho sido edificado a cada dia, seja na casa de Deus, seja na leitura diária ou no culto doméstico. Meditar na Palavra do Senhor para mim tem sido o maior refrigério.

    Aprendi a amar a Casa de Deus, e isto só conseguimos quando a visitamos frequentemente. Aprendi neste lugar a prestar o meu culto racional (Rm 12. 1-2), a louvar o seu nome (Sl 106. 1). Nesta casa também treinei meus ouvidos a ouvir a voz do Senhor, e a abrir meu coração para receber sua Palavra. Ir à Casa de Deus com o coração fechado é sinônimo de voltar para casa amargurado e vazio (Sl 51. 17b).

    Aprendi a amar a Escola Bíblica Dominical. Nela tenho sido grandemente edificado, instruído a meditar na Palavra de Deus, a examinar as Escrituras (Jo. 5.39). Quando abrimos nosso coração para a Palavra de Deus, conseguimos tirar de nossos olhos a cegueira espiritual, e aprendemos a julgar segundo a Palavra (Jo. 7.24), discernir os espíritos (I Jo. 4.1) e tudo mais (I Cor. 2. 14-15).

    Então porque não me aproximar de Deus? Não temer o Seu Nome? Devo sim em todos meus dias buscar a face do Senhor (Sl 105.4). Não despreze um momento com Deus, aprenda amá-Lo.

    Pense nisto.

Em Cristo,
André Gonçalves.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Examinai as Escrituras.

Examinai as Escrituras, pois é ela que testifica acerca do Filho de Deus (João 5.39);
Examinai as Escrituras, para conhecer a Palavra de Deus e o Deus da Palavra (Juízes 2. 7-8, 10);
Examinai as Escrituras, para não cair no conto de que o cristão não pode julgar (João 7.24/ I João 4. 1, 6);
Examinai as Escrituras, para não cair no conto do evangelho da prosperidade (Mateus  6.25/ Lucas 3.14);
Examinai as Escrituras, para não cair nos modismos pentecostais contemporâneos e ir além do que está escrito (I Coríntios 4.6);
Examinai as Escrituras, para não deixar de exaltar a Deus e exaltar o homem (I Coríntios 1.31);
Examinai as Escrituras, para não ousar em determinar e exigir algo da parte de Deus (Mateus 6. 9-10/ 26. 39,42/ I João 5.14);
Examinai as Escrituras, para não colocar o seu desejo acima da vontade de Deus (Tiago 4. 13-15)
Examinai as Escrituras, para não cair no conto das novas unções (I João 2.7);
Examinai as Escrituras, para sujeitai-vos a Deus (Tiago 4.7);
Examinai as Escrituras, para não adentrar pela unção do cair no espírito (Romanos 12.1)
Examinai as Escrituras, para prestar o perfeito louvor ao nosso Deus (João 4.23);
Examinai as Escrituras, para louvar a Deus, e não compor musicas para o Diabo ouvir (Judas vs9).

“Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5.39


Em Cristo,
André Gonçalves.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Josué e os gibeonitas.

Texto Bíblico: Josué 9

            Aos leitores das Escrituras, o livro de Josué já é bastante conhecido, e a história relatada no capítulo 9 do referido livro também. Porém nesta passagem me chama a atenção o que está escrito no v. 14: “Então, aqueles homens israelitas tomaram da sua provisão e não pediram conselho à boca do Senhor”.

            Josué até aquele momento já havia conquistado nações, e as vitórias trouxeram-lhe experiência tanto na guerra como na administração frente ao povo israelita. O fato é que as vitórias só foram conquistadas porque Deus estava à frente de Josué e do povo. Negligenciar a providência divina agora custaria ser enganado pelos gibeonitas.
 
            O capítulo em questão nos deixa grandes lições, nas quais observamos que a aparência não é tudo. Deus havia ordenado a Moisés ainda antes de adentrarem na terra prometida, para possuir toda a terra e destruir os moradores que havia nela (Dt. 7. 1-2), e os gibeonitas temerosos pelas notícias que chegavam até eles sobre as conquistas israelitas, temeram por suas vidas (Js. 9.24) e por isto armaram um astuto plano para enganar Josué, dizendo que eram de uma terra muito distante, porém residiam aproximadamente 35km de distância dos israelitas.

            O fato é que Josué nesta oportunidade não consultou ao Senhor, como nas outras conquistas, e também se deixou influenciar pelos seus companheiros. Talvez as experiências adquiridas fizessem de Josué um homem destemido e seguro de suas ações, mas ignorar a palavra de Deus custou-lhe proteger um povo ao qual Deus havia dado ordens para destruí-lo (Dt. 7. 1-2).

            Por mais experiente que seja uma pessoa (cristã em especial), jamais se deve tomar atitudes sem antes entregar tudo nas mãos de Deus, o qual tudo sabe, tudo vê, e sabe qual será nosso passo amanhã. Por isto devemos sim, em tudo, colocar nossos planos nas mãos de Deus. Como diz parte da letra do hino 547 do Cantor Cristão, “as nossas ações e palavras dão ceifa de trevas ou luz”!


Em Cristo,
André Gonçalves.

sábado, 8 de outubro de 2011

O modismo de ser “gospel”

Nunca na história nosso país esteve tão religioso e tão mundano. A moda é ser “gospel” (inglês = evangelho/evangélico). Você já notou que as “celebridades” ímpias estão fazendo de tudo para agradar seus seguidores? Já notou que eles agora seguem uma linha estratégica de ganhar a atenção de todos? Inclusive dos cristãos desavisados e ingênuos? Pois é, a cada dia o que mais vejo são artistas, desportistas, e demais celebridades dos flash’s aderindo o movimento gospel.

Tem igreja para todo o tipo e gosto, desde para os adeptos do movimento GLSBTXYWZ... até surfistas, lutadores, roqueiros, funkeiros, sambistas, etc, etc. Tem até igreja com nome de caverna! Existe até cantores que estão mudando para o gênero gospel apenas porque o “gospel” está em a$cen$ão.

Amados, se tudo isso levasse verdadeiramente a Deus, e o povo ao arrependimento, excelente! Mas as pessoas continuam do mesmo jeito, praticando os mesmos atos pecaminosos, não há mudança. E conversão é mudança de vida, ou seja, antes pecador agora redimido, lavado, perdoado, edificado e consagrado para toda a boa obra. II Tim. 3.17

Já não existe mais culto e sim reuniões, a adoração outrora para Deus, agora para o artista. Amados, o povo precisa é de Palavra, caso contrário irá cada vez mais se corromper. O mundo jaz no maligno, porem a igreja de Cristo, como diz o significado da palavra no original, é tirada para fora. Estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele, por isso os fieis são diferente (João 17. 14-19). Precisa-se é voltar ao Evangelho da cruz. Lam. 5.21

Para quem tem um pouquinho de conhecimento das verdades das Sagradas Escrituras, conhecem o rumor de longe. Estamos em grande luta contra o nosso inimigo, que anda em derredor rugindo como um leão buscando a quem possa tragar (I Pedro 5.8). Então é hora de atentarmos para a Palavra, e não nos deixarmos levar pela emoção do pseudo cristianismo moderno (I João 2.7).

Quem dera todos os cristãos seguissem os exemplos contidos na Palavra de Deus. Na igreja primitiva houve um grupo de irmãos que foram considerados nobres, não pelos bens que possuíam e tão pouco pela fama, mas porque examinavam as Escrituras a cada dia (At. 17. 10-11).


"Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade." II Timóteo 2.19


Em Cristo,
André Gonçalves.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A solicitude da vida.

Graça e paz!

Queridos (as) leitores (as) quero descrever com minhas palavras o que acabo de ler nas escrituras sagradas, o texto de Lucas 12. 22-34.

Convido-vos todos em não apenas ler o que escrevo a seguir, mas a abrir suas bíblias e meditar no referido texto. Antes, ore a Deus e peça que ele fale ao seu coração, quer seja para admoestá-lo (a), orientá-lo (a), instruir-te, revigorar-te. É a Palavra de Deus que é alimento, mas também é o martelo que esmiúça a penha. Jer. 23.29

Jesus deixou as mais belas instruções para a nossa vida, para todas as situações imagináveis sempre haverá respostas dentro da sua Palavra. A solicitude da vida (preocupações/ ansiedades) nunca esteve tão presente como as vemos em nossos dias. São inúmeras as preocupações que nos cercam, sejam pessoais, familiares ou profissionais. Em tudo queremos colocar o nosso coração. Fazemos dos objetivos um alvo principal, mas não será o principal objetivo na vida do homem o buscar o reino de Deus? Luc. 12. 31

Fico a pensar que muitas vezes busca-se a face do Senhor quando precisa-se das suas bençãos, porém os objetivos que buscamos muitas vezes não estão nos planos de Deus para a nossa vida. Destituir-se da vontade do Senhor é algo preocupante. Você já percebeu que é na bonança que a muitas pessoas esquecem-se de Deus? A Palavra infalível do Senhor nos diz para não andarmos preocupados sequer com o que vestir ou comer, então porque o nosso espírito se abate? Vivemos cercados por uma sociedade que está preparada e sendo preparada apenas para desfrutar dos prazeres desta vida, porém há uma vida futura, E T E R N A, e onde a passaremos? Luc. 12.20. Por vezes não confiamos plenamente na Palavra do Senhor, e queremos resolver tudo ao nosso modo, com urgência e precipitação, porém se lembrarmos que Deus está no controle ele será fiel.

Querido (a) leitor (a) onde está aplicado o seu coração? Deus faz parte dos seus objetivos? E eles fazem parte do plano de Deus? A solicitude do coração do homem o abate, mas uma boa palavra vinda do Senhor o alegra. Prov. 12. 25

Não deixe de pensar nisto, não exclua a vontade de Deus da sua vida, em tudo daí graças. Se o vale não finda, lute um pouco mais pois o amanhecer do sol da justiça brilhará em breve para sua vida.

Esperar no Senhor fazendo a sua vontade, lhe garanto, é a melhor escolha!

Medite também no Salmo 73.
Em Cristo,
André Gonçalves.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Salmo 26

Olá irmãos (ãs) leitores (as) deste blog, graça e paz de nosso Senhor Jesus!
 
Quero compartilhar com vocês o Salmo 26. Domingo próximo passado (dia 04/09) estivemos todo o dia reunidos na igreja em jejum, oração, louvor e adoração ao nosso Deus. Foi um dia muito abençoado não somente para mim, que fui sobremaneira edificado pela palavra, pelos louvores, testemunhos e orações, mas também para os demais irmãos que estiveram conosco naquele dia.
 
Compartilho com vocês a leitura deste salmo, pois o mesmo falou profundamente ao meu coração naquele dia. Em um momento, foi dada aos irmãos presentes, a oportunidade de contarem testemunhos ou cantar um louvor, foi quando um irmão dirigiu-se à frente e na sua simplicidade testificou que em certa ocasião antes de ler a bíblia pediu a Deus que falasse com ele através da sua Palavra. Ao abrir as Escrituras Deus falou com ele através do salmo 26. Já li este salmo algumas vezes, mas nunca tinha sido profundamente tocado como aquele dia. O nosso irmão ao começar a ler o texto, mal conseguia pronunciar as palavras, pois a glória do Senhor tomou a sua vida, e eu pude naquele momento ter um encontro singular com o Senhor.
 
Leia o texto, não apenas com os lábios, mas medite com a alma.
Salmo 26.
V1. Julga-me, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei. 
V2. Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração. 
V3. Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade. 
V4. Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados. 
V5. Tenho aborrecido a congregação de malfeitores; não me ajunto com os ímpios. 
V6. Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar, 
V7. Para publicar com voz de louvor e contar todas as tuas maravilhas. 
V8. SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória. 
V9. Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinolentos, 
V10. Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos. 
V11. Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim 
V12. O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.

Em Cristo, 
André Gonçalves.

sábado, 13 de agosto de 2011

Parábola – O significado da palavra.

                      Para nossa meditação tomamos como base o texto bíblico de
Mateus 13. 10-17.

     Nas escrituras sagradas encontramos muitos textos que foram escritos em parábolas, suas aplicações são notáveis tanto para nossa vida prática como para nossa fé.

     Tomando como base Mat. 13. 10-17, passamos a compreender porque Jesus ensinava através de parábolas. Como as parábolas eram empregadas para ensinar verdades espirituais, aqueles que haviam rejeitado Jesus, não desfrutavam de mentes esclarecidas divinamente com as quais perceberiam estas verdades, e nenhuma explicação poderia fazer com que os tais compreendessem (I Cor. 1.27; 2.14). Eles podiam ouvir e ver Jesus com seus ouvidos e olhos físicos, mas não eram capazes de compreender a verdade em seus corações, porque o rejeitavam (II Cor. 4. 3-4). Trazendo para nossos dias o que foi comentado acima, sabemos que muitos assuntos referentes a vida cristã são incompreensíveis para as pessoas que não conhecem o Evangelho, pois em suas vidas não há a habitação do Espírito Santo, que é quem faz compreender a Palavra, guiando o indivíduo a uma vida santificada. Ler I Cor. 2.14-15.

     O v.12 explica que aqueles que aceitam a luz verdadeira que lhes fora dada, receberão ainda mais luz (entendimento/graça), porém os que se afastam da luz continuarão a envolver-se cada vez mais na escuridão. A palavra “porque”, no inicio do v.15, deve ser interpretada como tendo o mesmo significado de “pois” (ver Mat. 13.15 na NTLH). Em outras palavras, as pessoas não ouvem e não vêem porque seu coração está cheio de iniqüidade, logo, elas não compreendem a verdade que lhes foi transmitida. Elas opõem-se tanto à mensagem de Deus, que se endurecem contra ela, para que não a compreendam e peçam perdão a Deus. Depois que rejeitam Jesus, também desprezam a possibilidade de compreender as parábolas que Jesus ensinou (Is. 55. 6-8).

     O significado da palavra.

     1) – J.Strong _ Parábola (gr. Παραβολή = Parabole) significa: narrativa (simbólica) e fictícia (sobre a vida comum, e transmitindo uma lição de moral), comparação, figura, parábola, provérbio. Uma comparação lado a lado. De modo geral, uma comparação (Mc 4.30).
     Especificamente, uma parábola, um conto ou historieta em que alguma outra coisa é retratada, ou em que o fictício é usada para representar e exemplificar o real. Este método oriental e comum de ensinamento foi muito usado por Cristo. As parábolas podem se declarações curtas, de uma única sentença (Mt. 13.31,33) ou histórias mais longas e elaboradas (Mt. 13. 24-30; 22. 1-14; Lc. 20. 9-40).
Embora uma parobole seja, normalmente, uma declaração de comparação positiva, pode acontecer também na forma de uma pergunta (Lc. 6.39), ou uma frase proverbial (Lc. 4.23).

     2) – W.E.Vine _ Parábola (gr. Παραβολή = Parabole) significa: colocação de uma coisa lado a lado de outra, com vistas à comparação (uns consideram que o pensamento de comparação não está necessariamente contido na palavra). No Novo Testamento o termo é encontrado fora dos Evangelhos somente em Hb. 9.9 e 11.19. É usado em geral para aludir uma declaração ou narrativa um pouco longa retirada das circunstâncias naturais ou humanas, cujo objetivo é expor uma lição espiritual (por exemplo, Mt. 13). É a lição que é de valor; o ouvinte tem de entender a analogia para receber a instrução (também é verdade no tange a um provérbio). Tal narrativa, ou ditado, que lida com coisas terrenas com um significado espiritual, é distinto de uma fábula, que atribui a coisas o que não lhes pertence por natureza.
     As parábolas de Jesus em sua maioria transmitem verdades relacionadas com a questão do Reino de Deus. O fato de o significado das parábolas ser retido dos ouvintes, como Ele fez com as multidões (Mt. 13.34), era um julgamento divino sobre os indignos.
     Dois perigos devem ser evitados ao se buscar interpretar as parábolas na Escritura: ignorar as características importantes e tentar fazer com que todos os detalhes signifiquem algo.

     Parábolas de Jesus.

São 44 as parábolas de Jesus registradas nos Evangelhos, listadas abaixo em ordem alfabética:

O administrador desonesto – Lucas 16. 1-9
O amigo importuno – Lucas 11. 5-8
As bodas – Mateus 22. 1-14
O bom samaritano – Lucas 10. 29-37
A casa vazia – Mateus 12. 43-45
Coisas novas e velhas – Mateus 13. 51-52
O construtor de uma torre – Lucas 14. 28-30
O credor incompassivo – Mateus 18. 23-35
O dever dos servos – Lucas 17. 7-10
As dez virgens – Mateus 25. 1-13
Os dois alicerces – Mateus 7. 24-27
Os dois devedores – Lucas 7. 40-43
Os dois filhos – Mateus 21. 28-32
A dracma perdida – Lucas 15. 8-10
O fariseu e o publicano – Lucas 18. 9-14
O fermento – Mateus 13.33
A figueira – Mateus 24. 32-33
A figueira estéril – Lucas 13. 6-9
O filho pródigo – Lucas 15. 11-32
A grande ceia – Lucas 14. 15-24
Jejum e casamento – Lucas 5. 33-35
O joio – Mateus 13. 24-30; 36-43
O juiz iníquo – Lucas 18. 1-8
Os lavradores maus – Mateus 21. 33-46
Os meninos na praça – Mateus 11. 16-19
A ovelha perdida – Lucas 15. 3-7
O pai vigilante – Mateus 24. 42-44
A pedra rejeitada – Mateus 21. 42-44
A pérola – Mateus 13. 45-46
Os primeiros lugares – Lucas 14. 7-11
A rede – Mateus 13. 47-50
O rei que vai para guerra – Lucas 14. 31-32
O remendo com pano novo – Lucas 5. 36
O rico e Lázaro – Lucas 16. 19-31
O rico sem juízo – Lucas 12. 16-21
O semeador – Mateus 13. 3-9; 18-23
A semente – Marcos 4. 26-29
A semente de mostarda – Mateus 13. 31-32
O servo fiel – Mateus 24. 45-51
Os servos vigilantes – Marcos 13. 33-37
Os talentos – Mateus 25. 14-30
O tesouro escondido – Mateus 13. 44
Os trabalhadores da vinha – Matues 20. 1-16
O vinho e os odres – Lucas 5.37


Em Cristo,
André Gonçalves.

Bibliografia:
Palavras Chave, Bíblia de Estudo Hebraico e Grego  – Dicinário Grego J.Strong - CPAD
Vine, W.E  – Dicionário Vine, pág. 848 – CPAD
Almeida – Dicionário da Bíblia de – pág. 123 - SBB

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Saulo, de Tarso.

Saulo de Tarso – At. 22.3

O principal oponente da igreja primitiva era um judeu chamado Saulo. Lucas o menciona pela primeira vez no relato do apedrejamento de Estevão, o primeiro mártir cristão (At. 7.58). O relato deixa explicito que Saulo aprovou esta morte, pois os apedrejadores deixaram suas vestes aos pés do jovem fariseu.

Saulo era de Tarso, uma cidade na planície da Cilícia, região correspondente ao sul da atual Turquia, e estudou em Jerusalém com Gamaliel, o rabino mais renomado do século I. Saulo obteve cartas de autorização do sumo sacerdote para prender os seguidores de Jesus em Damasco e levá-los a Jerusalém. Como o próprio Saulo, chamado posteriormente de Paulo, reconheceria mais adiante (Gl. 1.13)

O ministério do apóstolo é de suma importância, tanto para o cristianismo como para a história da Igreja. Foi ele instrumento nas mão de Deus para que o Evangelho do Senhor Jesus viesse a ser propagado ao mundo de sua época. Foi através da vida de Paulo que chegou até nossos dias as 13 cartas escritas por ele e que compõem o Cânon Sagrado das Escrituras.

Uma breve biografia de Paulo:

Origem:
Tarso, na Cilícia (At. 22.3), da Tribo de Benjamim (Fp. 3.5);

Treinamento:
Aprendeu a arte de fazer tendas (At. 18.3) e estudou com Gamaliel (At. 22.3);

Religião Anterior:
Hebreu e fariseu (Fp. 3.5). Perseguidor dos cristãos (At. 8. 1-3; Fp. 3.6);

Salvação:
Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At. 9. 1-8). Recebeu o derramamento do Espírito Santo na rua chamada Direita (At. 9. 17-18; 22.12-16);

Chamado para Missões:
A igreja de Antioquia foi instruída pela Espírito Santo a enviar Paulo ao trabalho missionário (At. 13. 1-3). Levou o evangelho para os gentios (Gl. 2. 7-10);

Conversão de Saulo
Papéis:
Falou em nome da igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At. 15. 1-4, 12);

Realizações:
Três viagens missionárias prolongadas (At. 13 – 20). Fundou inúmeras igrejas na Ásia Menor, na Grécia e , possivelmente na Espanha (Rm. 15. 24,28). Escreveu cartas para inúmeras igrejas e a vários indivíduos que agora compõem um quarto do Novo Testamento;

Fim da vida:
Depois da prisão em Jerusalém, foi enviado para Roma (At. 21.27; 28. 16-31).
De acordo com a tradição cristã, foi libertado da prisão, o que lhe permitiu mais obras missionárias, aprisionado novamente, permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade.



Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
Plenitude, Bíblia de Estudo – SBB
Lawrence, Paul – Atlas histórico e geográfico da Bíblia, pág. 149 – SBB
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