segunda-feira, 17 de junho de 2013

Missionária Aline Borges... Partiu.

"Onde a Missionária Aline estava não havia ambiente triste. Sua alegria, sorriso espontâneo e o brilho do Espírito Santo contagiava as pessoas a sua volta."

Aos 28 anos a nossa irmã Miss. Aline Borges partiu à estar com o Senhor.





Eu, minha esposa e a Miss. Aline

Pr. João Pedro, sua esposa irmã Fátima e a Miss. Aline

Momento de louvor: Irmã Queila e Miss. Aline

Miss. Aline e irmãos da Igreja Batista em Candiota/ RS


sábado, 15 de junho de 2013

IGREJA – O anúncio de sua formação.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mt 16.18

        
A palavra Igreja (gr. ekklesia) significa “tirados para fora”. Refere-se à Igreja do Novo Testamento, fundada por Jesus Cristo, isto é, uma assembléia de crentes unidos ao corpo espiritual de Cristo pelo Espírito Santo (I Cor. 12.13) no momento da regeneração (Tt 3. 3-6), quando individualmente colocam a sua fé no Senhor Jesus como seu Salvador (At 16.31). Ainda na terra, os cristãos fariam parte de um grupo local de congregados, que se encontram regularmente (Hb 10.25) para edificação (Ef. 4.12), adoração (Jo 4.24) e participação nas ordenanças.

Jesus anuncia a Pedro a formação se Sua Igreja. Muitas pessoas, por falta de conhecimento e má exegese, entendem que Jesus estava fundando/ edificando a Igreja sobre Pedro. Jesus esta afirmando a Pedro que ele era pedra, rocha frágil (por ser humano e cheio de falhas), mas a Igreja estaria sendo fundada sobre Ele, Jesus, a pedra angular de esquina, a qual é inabalável e não há falhas. I Pe 2. 4-6

Cristo é o fundamento (base principal, a causa, o motivo) da Igreja, ou seja, Ele é a “principal pedra da esquina” (Ef. 2.20), e o edifício não pode existir, a menos que a pedra da esquina esteja no lugar.
Nós os crentes estamos fundamentados nesta pedra (Cristo), pois depende que tenhamos um fundamento, uma base e razões para a nossa existência. Em Mt 16.18 o Senhor anuncia a formação da Igreja, acontecimento este que estava por vir, o que aconteceu com a descida do Espírito Santo (At 2), que é o mantenedor da Igreja.

Morte + Ressurreição + Ascensão + Espírito Santo = IGREJA

Se Jesus não tivesse ido a cruz não haveria motivos para a instituição da Igreja¹. Por isso satanás fez de tudo para impedir que Jesus chegasse à cruz (Mt 4. 1-11/ Mt 16. 22-23). A cruz é causa de vitória para os crentes que compõem a Igreja (Gl 6.14), pois nela vemos que o propósito de Deus em resgatar os perdidos estava cumprido. É na cruz que vemos nossos pecados perdoados, pois sangue inocente foi derramado, o preço foi pago. Glória a Deus!

O Novo Testamento jamais usa a palavra Igreja em referência a uma estrutura física. Na realidade, os cristãos primitivos não tinham edifícios públicos onde pudessem se reunir, a princípio, eles se reuniam no templo de Jerusalém (At. 2.46) e em casas (At. 12. 11-12). A Igreja somente é chamada de edifício em um sentido espiritual (I Pe 2. 4-8/ Ef. 2.20).


Em Cristo,
André Gonçalves.



¹ IGREJA – Grupo de seguidores de Cristo que se reúnem em determinado lugar para adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (Rm 16.16). A totalidade das pessoas salvas em todos os tempos (Ef. 1.22-23).

Bibliografia:
Norman Geisler – Teologia Sistemática – vol.02 – pág. 505
Dic. da Bíblia de Almeida – pág. 85

terça-feira, 11 de junho de 2013

Embaraço?

         Em Hb. 12.1 diz: “Portando, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta.” Mas o que é um embaraço?
         Hebreus 12.1 é a continuidade (contexto) do cap. 11 onde são listados os heróis da fé, homens que não tiveram suas vidas por preciosa, homens que o mundo não era digno, homens que apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram. Os vs. do cap. 11 são a motivação para os hebreus que sofriam perseguição.


         Para melhor entender a Palavra devemos aplicá-la a nossa realidade. Partindo desta perspectiva, o dicionário da língua portuguesa define embaraço como uma dificuldade, um estorvo, um obstáculo, uma perturbação de espírito.
         A diferença entre pecado e embaraço é que o pecado está sempre errado, um embaraço pode não estar errado, mas é sempre um impedimento. As atitudes e situações embaraçosas não deixam que se faça progresso para Cristo. Não estão necessariamente erradas, mas não são proveitosas. Mas o que poderá ser um embaraço ou um tropeço na vida cristã? Pode ser uma amizade pouco espiritual (concessões com os ímpios), um passatempo muito envolvente (a internet é uma arma sutil que tira o tempo da adoração), hábitos televisivos indiscriminados e desordenados (novelas, filmes, etc). Tudo isto pode impedir um crente de alcançar a vitória. De fato, gastar tempo excessivo em qualquer atividade que não seja essencial pode tornar-se um embaraço.

A vida cristã normalmente é comparada a uma corrida (I Co 9.24/ II Tm 4.7). Desta forma o escritor da carta aos hebreus, deixa claro que devemos deixar tudo que dificulta, atrapalha e atrasa nosso progresso, especialmente todas as formas de pecado.



Em Cristo,
André Gonçalves.

Bibliografia:
Willian MacDonald – O mandamento esquecido: Sejam Santos – pág.63
Priberam – Dicionário da língua Portuguesa - http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=embara%C3%A7o

sábado, 1 de junho de 2013

Fique atento, este tempo já chegou.

A extrema corrupção nos últimos tempos.

II Tm 3.1 “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos...”

         Nesta passagem o apóstolo Paulo descreve para Timóteo as condições que existirão no mundo pouco antes da vinda do Senhor. É bom observar a extensa lista de pecados que estariam em evidência, tais quais os descritos em Rm 1. 24-32. Algumas destas características estariam não apenas na vida dos ímpios, mas também em alguns que se dizem cristãos.

         Nos versículos de 2-5 são descritas 18 características da humanidade durante os últimos dias:
         Amantes de si mesmos: egocêntricos, presunçosos, egoístas;
         Avarentos: gananciosos;
        
Presunçosos: jactanciosos, cheios de palavras de orgulho;
Soberbos: arrogantes, presunçosos, dominadores;
Blasfemos: difamadores, profanos, abusivos, briguentos, insolentes, grosseiros, arrogantes;
Desobedientes a pais e mães: rebeldes, insubmissos, descontrolados;
Ingratos: mal-agradecidos, não reconhecedores;
Profanos: ímpios, irreverentes, contrários às coisas santas;
Sem afeto natural: impiedosos, insensíveis, indiferentes;
Irreconciliáveis: implacáveis, contendores, briguentos;
Caluniadores: propagadores de notícias maliciosas e falsas;
     Incontinentes: sem domínio próprio, de paixões descontroladas, dissolutos, devassos;
         Cruéis: grosseiros, sem princípios;
         Sem amor para com os bons: odeiam pessoas boas, avessos a qualquer forma de bondade;
         Traidores: traiçoeiros, pérfidos;
         Obstinados: imprudentes, irredutíveis;
         Orgulhosos: pretensiosos, presunçosos;
       Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus: aqueles que amam os prazeres sensuais, mas não a Deus.

Este tempo tem chegado, e muitos com estas características tem se infiltrado no meio do povo de Deus. Como lobos vestidos de cordeiros levam o povo à apostasia. O antídoto para não ser enredado por eles é a vida consagrada: oração, jejum e confiança na Palavra.


Em Cristo,
André Gonçalves.


Bibliografia:
William MacDonald – Comentário Bíblico Popular NT – Pág. 796

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Teologia Sistemática – A Revelação.

Outro pressuposto fundamental da Teologia evangélica é a revelação. Se Deus não se mostrou, como poderia ser conhecido por nós? Mas Deus escolheu apresentar-se a nós, e a este ato de descobrir-se a si mesmo chamamos de revelação.

A revelação divina não é possível sem que, pelo menos, três elementos fundamentais estejam firmados:


1 – A existência de um Ser capaz de passar uma revelação;
2 – A existência de um ser capaz de receber uma revelação;
3 – A existência de um meio por intermédio do qual esta revelação possa ser transmitida.

1 – Um Deus Teísta¹ é capaz de transmitir sua revelação.
Como existem boas razões para crermos na existência de um Deus teísta, o primeiro pressuposto para a revelação divina é uma realidade. O Deus teísta é onisciente (sabe todas as coisas) e, portanto, tem a verdade a revelar. Além disso, Ele é onipotente (é detentor de todo o poder) e, dessa forma, tem a capacidade de criar meios para revelar esta verdade.

2 – Os seres humanos são capazes de receber esta revelação.
De acordo com a Bíblia, os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27) e, portanto, são parecidos com Ele no sentido de que são seres racionais e morais. Seres assim têm a capacidade de receber uma revelação racional e moral da parte de Deus. A Teologia evangélica afirma que esta revelação pode ser encontrada tanto na natureza (Rm 1.19,20) quanto na Bíblia (2 Tm 3.16,17). Portanto, é suficiente demonstrar que uma revelação entre um Deus infinito e um homem finito é, de fato, possível.

3 – O meio pelo qual a revelação é possível.
Para que uma Mente infinita possa se comunicar com mentes finitas, é preciso que alguns quesitos sejam atendidos. Inicialmente, é preciso haver um princípio racional comum a ambas as partes. Como pode ser mostrado que as leis básicas da razão estão baseadas na natureza de Deus (que é o Ser racional por excelência), elas são comuns tanto a Deus quanto às criaturas finitas. Assim, uma condição necessária para a revelação divina já foi atendida.
Além disso, já que tanto o sentido objetivo quanto a verdade objetiva são possíveis, temos atendida outra condição necessária. E o fato de haver uma analogia entre Deus e a criação mostra que a comunicação entre uma Mente infinita e uma finita é possível. Fica também demonstrado que pode haver similaridade entre o entendimento de Deus e o dos humanos criados a sua imagem e semelhança. Sendo este o caso, todas as condições básicas necessárias para a revelação divina estão atendidas.
A condição suficiente para a revelação divina, obviamente, é a vontade de Deus.

Os crentes crêem que a Bíblia é essencial tanto para a organização do pensamento sistemático quanto para a Apologética, pois a Palavra de Deus revelada é a nossa norma de fé e prática. A revelação é essencial para o pensamento humano. Na verdade, o uso mais elevado da razão humana está em amar o Senhor de “todo o nosso pensamento” (cf. Mt 22.37).


Em Cristo,
André Gonçalves.


¹ Teísmo – Existe um Deus infinito e pessoal que vai além do universo, que é o seu criador, o seu sustentador, e que pode agir dentro deste universo de maneira sobrenatural.


Bibliografia:
Geisler – Norman – Teologia Sistemática – CPAD – vol. 1, pág. 59, 60, 64, 65, 72.
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